quinta-feira, setembro 22, 2005

Amor em poesia moderna

"Alguma coisa a gente tem que amar
Mas o que não sei mais..."
Condicional – Rodrigo Amarante



Eu te amo de vítima
Tu o amas por não conhecer
Ele me ama por ser
Nós amamos porque vivemos
Vós amais e sofreis
Eles amam o escárnio

De vítima da impossibilidade.
Por não conhecer o mundo real.
Por ser homossexual.
Vivemos ainda de sentimentos prosaicos.
Sofreis como qualquer ser não correspondido.
Escárnio transparecido em nossa cara de babaca.

Eu amo
Tu amas
Ele ama
Nós amamos
Vós amais
Eles amam
Todos amam.

Luiz Antonio Ribeiro
20/09/05

quarta-feira, setembro 14, 2005

Imperfeição em preto e branco

Gosto de ver meu nariz imperfeito no azulejo branco do banheiro.
meus cílios borboleteando na parede branca do quarto.
um triangulo imperfeito sombreando a folha branca de papel.

Pensando no chuveiro.
Riscado e interrompido em 2 de maio de 2005
Relembrado e parcialmente esquecido em 7 de julho de 2005

terça-feira, setembro 06, 2005

desencaixe

O que você faz com alguém lhe faz uma pergunta?

Você reage. Responde a partir dos dados que sua mente consegue processar nos décimos de segundos suficientes para a conversa não cair no silêncio constrangedor. Assim, o que você faz é dar uma resposta prematura, passível e possivelmente equivocada.

Você não responde. Junta argumentos, palavras confusas e de sentido abstrato, no melhor estilo "Carlinhos Brown" e não responde. Você fala em cosmos, em conjuntura, em abstrato, em relativismo, em livre arbítrio. E não responde.

Você responde. Diz: "não sei", "quem sabe?", "o que você acha?". Você trata de forma sincera a pergunta, mesmo que de forma elementar e prolixa. Você ouve e sem reagir, coage à coerência, sem precisar ser definitivo. Você é evasivo.

Isso é desencaixe.

Luiz Antonio Ribeiro

segunda-feira, setembro 05, 2005

O COMEÇO

Desencaixe: S, m,
1. Ato ou efeito de desencaixar (4).
2. V. desencaixamento,

Como é difícil o começo! De uma carta a uma dissertação importante, de uma idéia a prática dela e o post “inaugural” deste blog.
Já há algum tempo venho com a idéia de criar um novo blog, onde junto com outras pessoas que também gostem de escrever, poder tornar público: nossos devaneios, poesias, crônicas e contos. Mas só agora expus minha idéia a algumas pessoas e resolvemos colocá-la em prática.
É como diz aquela máxima: “Querer fazer, é uma coisa. Fazer, é outra, bem diferente.”.
Não farei segredos...
Este blog está a quase uma semana para ser iniciado, e o que faltava? Faltava este bendito post que eu não conseguia escrever. Talvez eu prefira os meios.
Por hora, Desencaixe, só tem Luiz e eu como membros, mas estou a procura de outras pessoas que também queiram escrever.
Explicando o nome...
A idéia era um blog sem pré-conceitos, sem estipulações e que fosse alinear. Como alinear?
Alinear no sentido de que não se estipulam temas e estilos para a escrita, fica a gosto de quem escreve. Afinal, ninguém gosta todo dia de verde ou de rosa e muito menos é poesia ou prosa.